Notícias do projeto Agri-plast
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Participação do INIAV no episódio “SOS Microplásticos” do programa Biosfera da RTP2
A presença do INIAV e a participação do investigador auxiliar Filipe Pedra no episódio “SOS Microplásticos” do programa Biosfera, emitido na RTP2 no dia 9 de maio, enquadram-se na abordagem ao impacto dos micro e nanoplásticos na saúde humana, tema que evidencia a crescente presença destas partículas no ambiente e a preocupação científica com os seus efeitos no organismo humano. Neste contexto, o INIAV afirma-se como uma das principais instituições públicas portuguesas de investigação aplicada nesta área, nomeadamente na deteção, quantificação e avaliação dos efeitos dos plásticos agrícolas e da sua fragmentação em microplásticos sobre a qualidade do solo, a produtividade agrícola e a segurança ambiental.
A participação do investigador auxiliar Filipe Pedra enquadrou-se nesta vertente científica, destacando-se o seu contributo no projeto Agri-Plast – “Organização da Produção e Inovação para a Redução de Plásticos Agrícolas”, coordenado pela Universidade Nova de Lisboa, no qual o INIAV, através da liderança científica da investigadora coordenadora Corina Carranca na componente desenvolvida pelo Instituto, teve um papel relevante no estudo e desenvolvimento de alternativas sustentáveis aos plásticos agrícolas convencionais. Este trabalho incidiu na avaliação de biofilmes biodegradáveis e de filmes convencionais, bem como dos seus impactos no solo e nas plantas, na análise da presença de microplásticos e dos respetivos aditivos plastificantes. Estes estudos contribuem para compreender de que forma os plásticos utilizados na agricultura se degradam, se acumulam no solo e podem afetar os ecossistemas e, indiretamente, a saúde humana.
Veja aqui o episódio: http://www.rtp.pt/play/p16211/e927829/biosfera
EVENTO 26-09-2025

O Dia Aberto do projeto Agri-Plast despertou grande interesse entre os participantes, tendo permitido o estabelecimento de contactos com diversas empresas para potenciais colaborações futuras. Foram disponibilizados aos interessados a bibliografia produzida no âmbito do projeto, bem como alguns folhetos de divulgação.



Dia Aberto - Projeto PRR: Agri-Plast
No dia 26 de setembro, pelas 15.00h, realizou-se no Polo de Inovação da Fataca (Odemira), o Dia Aberto do projeto PRR: Agri-Plast, que contou com a presença de cerca de 60 participantes, entre investigadores especializados em pequenos frutos e comerciais, designadamente materiais de cobertura do solo.
Durante a visita, os participantes tiveram a oportunidade de observar o ensaio em curso para avaliação do impacte de 5 tipos de cobertura do solo no pomar de mirtilo ‘Centra Blue’, cultivado no solo, em camalhão. A iniciativa permitiu a divulgação de alguns resultados obtidos até à data (2 anos de ensaio), tanto ao nível do solo como do desenvolvimento da planta.
Dentre os principais resultados foi divulgado que o papel Kraft® (celulose) apresentava pouca resistência ao forte vento da região, revelando-se pouco eficiente no controlo das infestantes. A cobertura do solo com aparas de pinheiro, muito utilizada nos países do sul da Europa para a cultura do mirtilo, revelou-se como a mais promissora no que respeita ao controlo das infestantes, manutenção do teor de humidade e controlo da temperatura à superfície do solo. O biofilme PBAT, preto, copolímero de síntese laboratorial derivado do açúcar, com 14 µm de espessura, revelou-se uma cobertura interessante para hortícolas de curta duração. Para culturas de longa duração, é recomendada uma maior espessura. A cobertura geotêxtil, preta, derivada do polipropileno (PP), muito utilizada em Portugal e Espanha na cultura do mirtilo, promoveu maior condutividade elétrica (CE) à superfície do solo. No entanto, a prática da fertirrega permitiu controlar os efeitos negativos da CE nas plantas jovens. Para além disso, esta modalidade libertou grande quantidade de resíduos microplásticos para o solo, superior aos libertados pela cobertura do solo derivada do polietileno (PE), preta, com 40 µm de espessura, cuja degradação teve início 2 anos após a aplicação no campo.

