Website +COELHO

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Welcome to the website of the Nacional Action Plan for the Control of Rabbit haemorrhagic disease virus, determined by the Minister of Agriculture, Forestry and Rural Development by the dispatch 4757/2017 of 31 May, in response to the shared concerns of the hunting sector, the veterinarian and research communities about the drastic decrease of the European rabbit wild populations in Portugal.

The partnership gathers together the National Institute of Agrarian and Veterinarian Research (INIAV I.P.), and National Authority for Veterinary Health (DGAV), the National institute for Conservation of Nature (ICNF), two private research institutes namely the  (CIBIO( and Instituto de Tecnologia , iBET), the main Portuguese Hunting Organizations, FENCAÇA, ANPC and CNCP, the Portuguese Order of Veterinarians.

The 9-members have distinct and complementary competences and skills and welcome other participants to participate in some of the measures.

The Plan is being implemented since August 2017 through annual projects untitled “+Coelho”, funded by Fundo Florestal Permanente (ICNF). Information on Project +Coelho 1 and Project +Coelho 2 are available.

https://projects.iniav.pt/maiscoelho

 

ENQUADRAMENTO

 

O coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus) é uma espécie basilar nos ecossistemas Mediterrânicos, sendo presa fundamental da maior parte dos predadores que ocorrem na Península Ibérica. É também uma das principais espécies cinegéticas no quadro venatório nacional e Ibérico, com relevante impacto nos sistemas sócio-económicos subjacentes à atividade cinegética.

 
A Doença Hemorrágica Viral dos Coelhos (DHV) afeta o coelho doméstico e o coelho-bravo, tendo sido identificada pela primeira vez em Portugal, no arquipélago da Madeira, em 1987. Nos anos seguintes, o vírus da DHV (RHDV) foi detetado no arquipélago dos Açores e no Continente, e devido à elevada transmissibilidade e resistência no meio ambiente, tornou-se endémico nalgumas áreas. Em 2010, a emergência de um novo genótipo, designado RHDV2, perturbou o frágil equilíbrio existente entre as populações de coelhos selvagens e as estirpes clássicas de RHDV, tendo-se disseminado rapidamente nos países da Europa Ocidental, substituindo os genótipos clássicos anteriormente em circulação, e evidenciando a excelente capacidade do RHDV2 de contornar a imunidade natural das populações conferida pelo contacto com as estirpes clássicas. Enquanto as formas clássicas da DHV afetavam essencialmente indivíduos adultos, o RHDV2 veio também causar elevada mortalidade nos coelhos juvenis, limitando de forma importante o recrutamento de novos indivíduos para as populações.
 
A ocorrência de epizootias sazonais, com elevadas taxas de mortalidade, tem regulado de forma significativa o tamanho das populações naturais de coelho-bravo, as quais têm sido sujeitas a recorrentes episódios de declínio, com a ocorrência de extinções locais.
 
 
Na sequência do Despacho nº 4757/2017, de 31 de Maio, do Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural (MAFDR), foi criado um Grupo de Trabalho (GT), com o objetivo de desenvolver uma estratégia e medidas de controlo da Doença Hemorrágica Viral dos Coelhos (DHV).
 
GT, designado +Coelho, é constituído por representantes de organizações governamentais e privadas, incluindo o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I. P. (INIAV, I. P.), que coordena, e as Organizações do Setor da Caça, entre outras entidades.
Neste âmbito, foi elaborada uma proposta de Plano de Ação que define estratégias de investigação e ações prioritárias específicas e que tem como objetivos finais inverter o processo de declínio continuado das populações de coelho-bravo, o qual resulta da emergência e circulação da nova variante do vírus da doença hemorrágica viral dos coelhos (doravante designada RHDV2), e repor o equilíbrio ecológico desejável.

O Plano, homologado pelo Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, inclui quatro objetivos gerais e é constituído por três eixos de intervenção definidos por Despacho, nomeadamente:
a) Programa de Investigação
b) Boas Práticas de Gestão
c) Medidas de Controlo Sanitário,
visando tirar partido do conhecimento científico acumulado, bem como da estratégia reprodutiva eficaz da espécie, para a reposição do crescimento populacional do coelho-bravo em território nacional. O GT entendeu ser necessário criar um quarto eixo de intervenção, relativo à comunicação e divulgação do conhecimento gerado.
 
No âmbito do Plano de Ação foi constituída uma rede de epidemiovigilância e rede de recolha de material biológico de coelho e lebre. No sentido de se aproveitar a época venatória para a operacionalização destas redes, decorreu no dia 6 de Setembro de 2017 uma Ação de Formação dirigida aos técnicos das OSC, visando esclarecer o procedimento de recolha de cadáveres encontrados no campo (durante todo o ano) e a colheita de material biológico em ato venatório nas zonas piloto. Desde essa data, têm decorrido muitas outras ações de formação no terreno. Estão disponíveis Fichas para Identificação das amostras e o Protocolo de Recolha / Pontos de entrega das amostras.
 
O Grupo de Trabalho +Coelho elaborou também um folheto informativo sobre a Doença Hemorrágica Viral dos Coelhos: etiologia, vias de transmissão, profilaxia, medidas de controlo sanitário e recomendações, destinado aos caçadores, gestores, técnicos do setor da caça, e ao público em geral. 
 
No decurso de parceria estabelecida entre cinco associados da IACA (Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais) e o Grupo de Trabalho +Coelho, foi produzido o Alimento Composto para Coelho-Bravo (Ração +Coelho), a ser brevemente testado no âmbito do Projeto +Coelho e sobre o qual se disponibiliza cartaz informativo.
 
Encontram-se a ser preparados outros materiais técnicos, com aplicação prática ao terreno, e que serão divulgados de forma regular neste site.
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